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sexta, 27 setembro 2019 15:57

Ilhéstico até ao fim de 2019

A Vereadora Madalena Nunes, que tem o pelouro da Cultura na Câmara Municipal do Funchal, apresentou hoje, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a exposição Ilhéstico, um projeto comemorativo dos 30 anos da Porta 33, ao qual a Autarquia se associou, tendo sido criado um novo roteiro de arte contemporânea para a cidade do Funchal, que reúne um total de 45 participantes, na sua maioria artistas madeirenses, autores de diversas linguagens e com percursos e experiências de vida distintos.

O evento é inédito na Região e lembra a passagem de várias gerações de artistas pela Porta 33, muitos dos quais vivem e trabalham agora fora da Região, quer no Continente, quer no estrangeiro. A inauguração começou hoje e prolonga-se até sábado, sendo que a exposição ficará patente até ao final do ano de 2019 em espaços por toda a cidade.

Madalena Nunes começou por referir, na ocasião, que “a CMF tem trilhado nos últimos anos um caminho singular na área da Cultura, com o propósito claro de proporcionar estabilidade aos projetos artísticos da cidade, e dar visibilidade e oportunidades aos artistas do Funchal e da Região, porque a sua intervenção tem muito a acrescentar à cidade.”

“Nos últimos anos, trabalhámos com um total de 52 associações e grupos, porque temos a noção de que uma cidade é muito rica quando tem muita diversidade, e porque isso nos permite também cativar novos públicos. Só no ano de 2019, a Câmara Municipal do Funchal investiu 1,5 milhões nesta visão, entre apoios diretos a associações culturais, mas também em outros investimentos de diversa ordem, das coproduções ao património.”

“Esta dinamização que temos vindo a estimular é fundamental para a cidade, porque a Cultura toca-nos a todos, garante sustentabilidade a quem trabalha na área, e tem um reflexo na própria dinamização económica da cidade. O retorno vem sempre”, destacou a autarca, reiterando que “todos percebem porque é que apoiamos a Porta 33, de forma sistemática desde 2015. A Porta 33 tem um papel preponderante na cidade desde há muito tempo, e durante estes 30 anos nunca desistiu de capacitar e empoderar os artistas, tendo conseguido levar a nossa cidade ao mundo. Fica aqui a devida homenagem em nome do Município.”

Madalena Nunes destacou, por fim, em específico, o projeto Ilhéstico, e o facto de reunir não só os artistas que trabalham na Região, mas um grupo de talentos tantas vezes esquecido, que são os artistas madeirenses na Diáspora: “o resultado final é uma ligação única entre quem cá está e quem foi para fora, entre gerações muito diferentes, e pessoas que nem sequer se conheciam, e representa uma nova maneira de olhar para a cidade, em sítios altamente improváveis e com linguagens muito diferentes, que nos orgulha bastante, porque uma cidade com identidade própria é isto. Neste mundo global, o Funchal não é uma ilha, e a CMF continuará a ser o sítio certo para fazer pontes tão bonitas como esta.”