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quinta, 07 fevereiro 2019 16:25

Águas do Funchal passam a ter autonomia, centro de controlo inovador e uma sede própria

A Câmara Municipal do Funchal aprovou hoje, em Reunião de Câmara, mais uma alteração de relevo na Orgânica Municipal. Depois das mudanças já anunciadas nas áreas da Reabilitação Urbana, da Fiscalização Municipal e da Educação, com transformações em cinco departamentos camarários, a Autarquia aposta agora na autonomização da Divisão de Águas e Saneamento Básico, que estava integrada no Departamento de Infraestruturas e Equipamentos da CMF, a par das Obras Públicas.

A Autarquia deliberou, assim, a criação das “Águas do Funchal”, um serviço que passará a ter poderes equivalentes aos de um Departamento Municipal e serviços centralizados na antiga escola Aspirante Mota Freitas, em Santa Maria Maior. A transferência de todos os serviços ligados à gestão das águas e do saneamento básico no Funchal para a sua nova sede já começou, mormente com os serviços de piquete de águas, e o Vice-Presidente da Autarquia, Miguel Silva Gouveia, conta ter o processo concluído no primeiro semestre deste ano. A grande novidade será a implementação de um inovador sistema de telegestão, que vai permitir detetar, em tempo real, derrames de água não visíveis na cidade, transformando por completo a forma como os serviços municipais respondem a este tipo de situações.

O autarca explicou que esta alteração orgânica “vem dotar os serviços de maior autonomia e capacidade de otimização, permitindo também às novas divisões prestar um melhor serviço final aos consumidores e dar o salto tecnológico que vem sendo adiado há demasiados anos. Esta é uma área com a qual este Executivo está comprometido e este é, sem dúvida, um marco histórico para os serviços de distribuição de água e saneamento básico no Funchal.”

Na prática, as Águas do Funchal serão compostas por quatro novas divisões, nomeadamente: a Divisão de Planeamento, Controlo e Inovação, que terá subjacente uma Unidade de Avaliação e Eficiência; a Divisão de Distribuição de Água; a Divisão de Águas Residuais Urbanas; e, finalmente, uma Divisão Comercial e Administrativa.

Miguel Silva Gouveia, que tem sob a sua tutela o pelouro das Águas e Saneamento Básico, sublinhou “a aposta de futuro, com mais esperança, qualidade e com a qualificação diferenciada dos nossos profissionais, que têm, neste momento, um plano de investimentos superior a 5 milhões de euros para ser colocado no terreno no que concerne à água potável, e outro superior a 10 milhões de euros nas redes de águas residuais.”

No âmbito do Programa Amianto Zero, Miguel Silva Gouveia anunciou, por fim, o início do desmantelamento efetivo das habitações construídas em amianto no concelho, “a derradeira etapa deste Programa Municipal, através do qual estamos a erradicar o amianto nos bairros sociais do Funchal, resolvendo um problema de saúde pública que subsistiu durante décadas”, e rematou que, nos últimos dois anos, o Funchal é a entidade que mais habitação social construiu na Região.